Sábado, Setembro 01, 2007
Domingo, Agosto 05, 2007
Bairrismo
Vou transcrever uma parte do discurso do Sr. Miguel Laranjeiro na Assembleia Municipal de Guimarães em 13 de Julho de 2007:
“…Quando a OCDE procura respostas para a relação de uma Universidade com a sua comunidade, pensa em Guimarães.
Quando a Presidência Portuguesa realiza um Conselho Informal da União Europeia, pensa em Guimarães.
Quando a equipa do Plano Tecnológico e o IAPMEI querem realizar uma apresentação de living labs, espaços de desenvolvimento tecnológico, pensam em Guimarães.
Quando é necessário dar um exemplo de boas práticas de gestão urbana e dos equipamentos públicos, da interligação entre um centro histórico e a vida quotidiana, pensam em Guimarães.
Quando é necessário uma representação nacional para um colóquio mundial sobre cidades inteligentes, pensa-se em Guimarães.
Quando o governo pensa em candidatar uma cidade a Capital Europeia da Cultura, pensa em Guimarães.
Quando os Portugueses pensam numa maravilha de Portugal, pensam no Castelo de Guimarães.
Guimarães está no top of mind dos decisores nacionais e internacionais.
Guimarães compete ao nível das experiências mais desenvolvidas em todo o mundo…”
Tudo o que foi acima descrito tem de ser lido tendo em conta um bairrismo bastante elevado, próprio desta bela cidade de Guimarães, mas a questão principal é do que a nossa Figueira de pode orgulhar hoje? O edifício mais conhecido da nossa cidade é o tribunal, pois estamos sempre associados a crimes e criminosos, o turismo resume-se aos Coimbrinhas, seus vizinhos serranos, aqui e ali um Espanhol de Salamanca e resmas de Avec’s com poses e comportamentos sui-generis...
Vivemos numa cidade em que para além no normal combate político entre os dois partidos dominantes, ainda assistimos a combates ferozes no interior desses mesmos partidos e nós esperamos, aliás a nossa cidade continua à espera.

