Balanços
Estou finalmente de férias, apenas uma curta semana, mas mesmo assim são férias, é que a recente mudança de trabalho impede um afastamento maior.
É altura de efectuar os primeiros balanços, reflectindo vivências deste primeiro mês ½ na “Cidade Berço”e comparando com a minha sempre querida “Foz do Mondego”, local das minhas raízes.
As duas cidades são de dimensão semelhante, com a diferença importante de uma ser do interior, em zona bastante industrializada e outra litoral, centro importante turístico e apenas com meia dúzia de unidades industriais de relevo. O que salta mais à vista num primeiro impacto é o extremo bairrismo e amor à sua cidade dos descendentes de Afonso Henrique s, ainda hoje comentava com a minha companheira que se os habitantes todos trocassem de cidade, não teríamos um espaço turístico nobre com é o caso do oásis abandonado nesta altura do ano.
A Figueira tem uma beleza ímpar, a serra, a praia, o rio tudo se conjuga para a criação de uma imagem belíssima! A vista desde a serra é incrível e mesmo eu, fervoroso adepto das praias do nosso Algarve, reconheço que é difícil encontrar outro local de tanta beleza. O problema surge quando se desce e se vai ao pormenor, com o caos urbanístico, a desarrumação, a falta de higiene, a ilógica do ordenamento do transito, o custo de vida inflacionado por exploração turística… É aí que se distingue a cidade berço, uma paisagem bela, mas sem atingir a da nossa Figueira., mas uma organização e exploração de imagem única! Basta ver o que se passa com o seu castelo, belo é certo, mas quase invisível a quem chega, no entanto está restaurado e é alvo de uma agressiva campanha de marketing que leva até lá milhares de pessoas nesta altura do ano, é oficialmente uma maravilha de Portugal. O nosso vizinho castelo de Montemor-o-Velho é claramente maior e mais imponente em termos de imagem, no entanto só nos últimos tempos e ainda de forma tímida, surge com algum destaque a nível nacional.
Sou e sempre serei Figueirense, mas o contacto com outras realidades faz-nos quanto mal estamos servidos em termos políticos, nesta nossa região centro.

